A preocupação com a alimentação saudável ganha, a cada ano, mais força. Não apenas por questões de estética, mas também de saúde, o número de pessoas que se conscientizam sobre a necessidade de uma alimentação nutricionalmente correta é cada vez maior. A escola tem seu papel de destaque nesse cenário, desenvolvendo ações e projetos pedagógicos nessa direção.
A Escola Carlitos, em São Paulo, busca respaldo no profissional da área. Adriana Martins de Lima é nutricionista da escola há 3 anos e acompanha o processo de conscientização dos alunos de perto. “Quando se faz um trabalho de base, principalmente com os alunos menores, o resultado é efetivo”, garante. Ela cuida do cardápio do almoço para os alunos que ficam no período integral, o que lhe permite uma abordagem direta com as crianças. “Convido os alunos a experimentar, a inovar o prato”, conta.
Outra frente com a qual Adriana trabalha é a que integra o conceito de nutrição e a culinária como importante traço cultural dos povos. “Neste semestre visitamos a culinária francesa e, em função da época de festas juninas, a culinária caipira”. A idéia é que conheçam e discutam as diferenças nutricionais das regiões ou dos países que estão sendo estudados, em projeto que integra as disciplinas.
Ao chegar na hora do recreio na Carlitos, na unidade onde ficam os alunos maiores, ao invés de encontrarmos a garotada com saquinhos de “tranqueiras”, o que se vê são frutas mão. A escola disponibiliza cestas de frutas diversas para quem quiser se deliciar, uma mania que pegou definitivamente entre os alunos.
Estudos com a pirâmide alimentar fazem parte, é claro, do cardápio de aulas dadas pela nutricionista, em parceria com a disciplina de ciências. Mas Adriana ressalta que os alunos são bem informados e que procura conversar abertamente com eles. “É mais eficaz ouvi-los, que tragam suas dúvidas, que questionem o menu do almoço, do que ficar só falando da conhecida pirâmide”, observa. Segundo ela, os estudantes estabelecem confiança para perguntar o que quiserem e isso favorece a mudança necessária de hábito alimentar.
Não é demais falar que, nesta escola, refrigerantes, salgadinhos, e frituras são proibidos na cantina.
Fonte: CGC Comunicação
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