Vitaminas

 


O PAPEL DAS VITAMINAS DA INFÂNCIA À FASE ADULTA

A ingestão adequada de vitaminas, minerais e aminoácidos relaciona-se diretamente com uma nutrição equilibrada e, portanto, resulta num bom estado de saúde físico e mental. Além disso, esses três elementos fazem parte de um elenco fundamental de nutrientes nas primeiras etapas da vida para a manutenção de um crescimento saudável, que por sua vez se reflete numa infância cheia de vitalidade.

Uma dieta deficiente pode levar a transtornos metabólicos e, em muitos casos, poderia relacionar-se diretamente ao desenvolvimento de diversos problemas de saúde na idade adulta, tais como doenças degenerativas e cardiovasculares, osteoporose, obesidade e outras de gravidade variável. Estudos epidemiológicos revelaram também que níveis baixos de vitaminas estariam ligados ao aumento de radicais livres no organismo - subprodutos deletérios do metabolismo, implicados em diversos processos, como o envelhecimento.

Os maus hábitos alimentares podem levar a deficiências nutricionais tanto em crianças como em adultos, particularmente em certas camadas sociais em que a população adota dietas que dificilmente satisfazem os requisitos nutricionais.

A importância de uma dieta balanceada reside no fato de proporcionar as quantidades necessárias de vitaminas, minerais, aminoácidos e outros nutrientes, o que reduz o risco de doenças e ajuda o indivíduo a sentir-se melhor, com a energia necessária para desfrutar ao máximo sua vida. Contrariamente, uma dieta desbalanceada geralmente se associa ao desenvolvimento de enfermidades e com desgaste físico e intelectual. É muito comum a ocorrência de deficiências nutricionais com suas conhecidas repercussões danosas sobre o desempenho cotidiano, cada vez mais estressante. Nesse caso, justifica-se a utilização de um multivitamínico que complemente nutrientes, visando a recuperação de eventuais agravos na saúde e na qualidade de vida.

As crianças de hoje, particularmente, têm um estilo de vida muito ativo, que requer delas não somente um bom rendimento escolar, mas também um desempenho satisfatório nas múltiplas atividades extra-escolares. Por isso precisam de uma nutrição adequada, que lhes proporcione condições satisfatórias para realizar todas essas atividades sem esgotar-se física e mentalmente.

As deficiências dietéticas mais severas podem acarretar transtornos metabólicos e, em muitos casos, as deficiências de micronutrientes específicos podem relacionar-se com o desenvolvimento de diversas doenças, por exemplo, o beribéri, na carência de vitamina B1, ou o escorbuto, na carência de vitamina C. Sinais e sintomas inespecíficos: falta de apetite, perda de peso, apatia, fadiga, irritabilidade, pouca resistência a infecções, insônia, redução do desempenho e da resistência física ou de problemas de aprendizagem, sem evidências de reconhecidas enfermidades, levam a suspeita de deficiência nutricional.

Pesquisas mostraram que a quantidade de vitaminas presente numa dieta que abrange só o mínimo recomendado de 1.500 calorias/dia é inferior a 50% da ingestão diária recomendada. Além disso, 10 a 15% da população mundial não consome sequer 1.500 calorias/dia.

As crianças entre seis meses e dois anos, particularmente, estão sujeitas a um risco especial. A transição abrupta do leite materno para outra dieta pode ter efeitos indesejáveis. Em muitos casos significa passar para uma dieta composta principalmente de cereais, tubérculos ou certas variedades alimentos que se compõem principalmente de proteínas de baixa qualidade e carecem de lisina, cálcio e das vitaminas do complexo B.

Os hábitos alimentares modernos fazem com que a maioria das pessoas consuma dietas ricas em carboidratos (de 60-90% do total da ingestão energética) e pobres em proteínas. Esses carboidratos geralmente não são bem metabolizados, já que seu metabolismo depende da presença de vitamina B1 na dieta, contida normalmente na camada externa da maioria dos cereais, a qual freqüentemente se remove (farinha branca, arroz polido, etc.) e, como não se administra um complemento de vitamina B1, inevitavelmente se desencadeia a desnutrição e, provavelmente, a obesidade.

Outro inconveniente para uma nutrição adequada são as dietas alternativas pouco fundamentadas, ou qualquer outra que restrinja o consumo de qualquer grupo de alimentos, já que raramente conservam o balanço correto de nutrientes.

A obesidade, combinada com baixo aporte energético, pode levar à falta de energia e prejuízo do crescimento de crianças menores de cinco anos. Da mesma forma, as dietas com alto teor de fibras e ácido fítico estão associadas com maior risco de raquitismo e anemia por carência de ferro. Algumas dietas mal dimensionadas podem conduzir à anemia macrocítica por serem carentes de vitamina B12. Quanto às dietas que consistem exclusivamente de cereais integrais, leguminosas e vegetais, um estudo holandês relata que são deficientes em energia, proteínas, cálcio, vitaminas B2, B12 e D. Essas dietas estão associadas com retardamento de crescimento, degeneração gordurosa e muscular e com desenvolvimento psicomotor mais lento entre as crianças de seis a 18 meses de idade. Um estudo inglês com meninas adolescentes relatou que 43% das que adotaram uma dieta vegetariana por um ano, com o fim de reduzir o peso, estavam anêmicas.

A adoção dessas dietas ou um regime de maus hábitos alimentares não exclui o uso de multivitamínicos. A prescrição destes se justifica para a cobertura das deficiências dietéticas, bem como para prevenir doenças ou para pessoas que se encontram em processos de alteração fisiológica como crescimento durante a infância ou na adolescência.

As vitaminas são substâncias orgânicas com diversas funções biológicas, indispensáveis para a manutenção da atividade metabólica e da saúde. Elas favorecem a ação de enzimas essenciais e contribuem para o aproveitamento dos outros nutrientes.

O menu adorado por crianças e adolescentes de todo o mundo inclui pizza, chocolate, doce, hambúrguer, panqueca, batata frita, salgadinhos, cachorro- quente e contrasta com uma nutrição saudável e rica em fibras e vitaminas.

As vitaminas são substâncias essenciais para a vida, das quais o corpo necessita para diversos processos metabólicos. Cada uma das vitaminas existentes desempenha um papel distinto, atuando nas funções metabólicas e corporais. Comer muitas frutas e vegetais é de fundamental importância, mas se os sinais de carência de vitaminas já foram observados na criança, deve-se procurar um médico para orientar as medidas nutricionais adequadas.

A necessidade de vitaminas em crianças e adolescentes tende a aumentar durante as fases de crescimento, recuperação de doenças, nas práticas esportivas, na perda de apetite, em situações de estresse mais acentuado, no alto consumo de "fast food" e "junk food" e naquelas que passam por mudanças bruscas de rotina.

Muitas vezes, as famílias até julgam praticar uma alimentação balanceada, mas isso não significa que seja rica em vitaminas. Estas são muito mais vulneráveis do que se pode imaginar. Muitas delas são sensíveis à luz e ao calor, podendo perder suas propriedades desde o armazenamento até o preparo das refeições. Portanto, é essencial conhecer como preservar as vitaminas dos alimentos ao cozinhá-los e armazená-los .

Como preservar as vitaminas dos alimentos