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Dicas para Aplicação Adequada |
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Quem trabalha em cozinha industrial nem se dá conta da importância que o piso tem no conjunto do ambiente, talvez pelo fato de estar sob os nossos pés. Mas trata-se de um item importantíssimo que, inclusive, tem até uma legislação específica do Departamento de Vigilância Sanitária envolvendo essa parte da cozinha com uma série de normas sobre segurança. O nono capítulo da portaria CVS-6/99 de 10/03/99, que trata da estrutura e edificação, diz que o piso deve ser de “material liso, resistente, impermeável, lavável, de cores claras e em bom estado de conservação, antiderrapante, resistente ao ataque de substâncias corrosivas e que seja de fácil higienização (lavagem e desinfecção), não permitindo o acúmulo de alimentos ou sujidades. Deve ter inclinação suficiente em direção aos ralos, não permitindo que a água fique estagnada. Em áreas que permitam existência, os ralos devem ser sifonados, e as grelhas devem possuir dispositivos que permitam o fechamento.” E já que vamos ter que nos preocupar com todos esses itens, por que não fazer isso com requinte e beleza? A Núcleo Ora, empresa especializada em planejamento de Sistemas de Alimentação, trabalha com o conceito “Retrofit” para modernizar restaurantes antigos adaptando novas tecnologias com materiais mais leves e modernos, tanto nas cozinhas como nas salas de refeições. Esse conceito surgiu na década passada e valoriza as velhas edificações aumentando sua vida útil através de pequenas reformas que incorpora os últimos avanços tecnológicos da utilização de materiais e processos de última geração. O conceito de Retrofit pode ser utilizado em vários campos, seja na parte física, seja na parte estética ou até mesmo da ordem funcional, como por exemplo, a troca de um cardápio por outro mais sofisticado. No caso específico de pisos, o diretor da empresa, Engº. Dimas de Oliveira explica que quando os materiais de cerâmica encontram-se muito desgastados, o ideal é trocá-los por placas de cerâmica de alta resistência, antiderrapantes e em cores claras, resistentes à abrasivos. “É importante que os rejuntes sejam anti-ácidos para suportar a ação dos detergentes e hipoclorito nas operações de limpeza”, esclarece. Quando não for necessário trocar o piso, é preciso observar se são lisos ou escorregadios quando molhados. Nesse caso, existe no mercado um produto que, aplicado nas superfícies, aumenta o coeficiente de atrito quando úmidos evitando assim escorregamentos e acidentes. Não há uma diferenciação obrigatória para pisos nos diferentes ambientes da cozinha (áreas de acesso, a copa e a área de refeições), porém, pode-se verificar a interferência que a sala de refeições tem com o ambiente como um todo para se utilizar cores mais modernas.
Um método de avaliação visual utilizado para classificar a resistência à abrasão é o chamado PEI (Porcelain Enamel Institute). Através da alteração de cor de uma peça cerâmica esmaltada submetida a um ensaio de abrasão, verificamos o nível de facilidade de limpeza da tal peça. O PEI é classificado em números de um a cinco e quanto maior o índice, mais fácil a limpeza. O arquiteto Eric Zompero lembra que muitas cozinhas possuem um movimento quase ininterrupto e, portanto, a escolha correta do piso garantirá o bom funcionamento dos trabalhos. “Para essa situação, o piso deve ter alta resistência física e química, baixa absorção de água, alta resistência à abrasão (PEI 5) e dimensões maiores para garantir a segurança higiênica do local já que as áreas de juntas, pontos para proliferação de fungos e bactérias, ficam reduzidas”, esclarece.
A Gail, empresa que possui padrão internacional de qualidade reconhecido pelo certificado ISO 13006, desenvolveu um exclusivo exclusivo sistema de garras cônicas, que consiste num sistema de segurança onde é garantida a fixação das placas, mesmo em ambientes sujeitos a trepidação e alta umidade. A empresa oferece cerâmicas que suportam os mais diversos agentes agressores, típicos da rotina industrial, sem perder suas propriedades de resistência, beleza e praticidade. Produzidos pelo processo de extrusão à vácuo e queimados a 1300º C, os pisos Gail atendem todos os quesitos pedidos na legislação. Além disso, a empresa também comercializa acessórios e peças de acabamento como cantoneiras, arremates de cantos e rodapés entre outros, todos com grande durabilidade. Uma tendência que tem se mostrado excelente para usos industriais é o piso monolítico, ou seja, sem juntas de dilatação. Esta característica é um fator muito importante nas cozinhas onde são utilizados carrinhos, evitando-se a trepidação. Além disso, a ausência de juntas evita poeira e acúmulo de sujeira, fungos e bactérias. A SGL Acotec é uma empresa que oferece pisos monolíticos à base de resinas sintéticas, especialmente de resina epóxi que oferecem uma série de vantagens em relação às cerâmicas comuns, entre as quais, destacamos:
Para quem prefere uma opção de menor custo, uma boa alternativa pode ser o cimento queimado, que dá uma aparência rústica ao ambiente e possibilita a aplicação de variados desenhos e tonalidades. Porém, essa opção é menos resistente que as anteriores, assim como o PVC (piso vinílico semi-flexível), que é ideal para áreas de menor fluxo. Além de possuir um aspecto decorativo, é higiênico, de fácil limpeza e relativamente durável, dependendo do tráfego existente no local. O carpete também é um revestimento bastante utilizado, especialmente por ser um tipo de piso que reduz os acidentes com escorregões. Pode parecer estranho utilizar carpetes em cozinhas de restaurantes, mas o mercado oferece modelos que podem ser utilizado com segurança nestas áreas e que produzem um resultado bastante elegante e inovador. Ao optar por este piso, deve-se levar em conta que ele precisa ser antichamas, antiestáticos e antialérgicos, além de resistentes à perda de pêlos e produtos de limpeza, inclusive alvejantes. Alguns fabricantes fornecem produtos específicos para limpeza dos carpetes. Opções, o mercado oferece muitas. Cabe ao dono do estabelecimento escolher a que mais se adapta ao seu tipo de cozinha e ao padrão do seu restaurante e transformar esses ambientes em um local elegante e agradável, a começar pelo chão em que se pisa. Referências: Engº. Dimas de Olviera, diretor da Núcleo Ora – Fone: (11) 3266-8899 Eric Zompero, arquiteto da Diris Petribu projeto e Consultoria – Fone: (11) 3868-4664 Gail – Fone: (11) 6423-5600 SGL Acotec – (11) 6412-0011
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