GR muda e ganha em especialização
O
ano 2001 chega com grandes e substanciais novidades na GR - Serviços de
Alimentação. A empresa, lider no setor de refeições coletivas, está sendo
reestruturada de maneira a atender cada segmento do mercado com maior eficácia
e mais agilidade em suas áreas de atuação. Almir Ribeiro Neto, Diretor Geral
Executivo do grupo, conversou com o Nutrinews sobre estas mudanças e sobre
o que o mercado estará ganhando com elas. Confira!
NN
- Quais são as mudanças que estão ocorrendo na GR e porque foram necessárias?
Ribeiro - Desde que a GR - Serviços
de Alimentação passou a fazer parte do Grupo Compass ingressou numa dinâmica
de economia globalizada. Dentro desta estrutura optou-se por atender o mercado
através de 5 segmentos distintos, descentralizando nossa atuação no Brasil,
assim através de divisões especializadas cada segmento terá condições de
melhorar o atendimento aos nossos clientes.
NN
- Quais são as novas divisões da GR?
Ribeiro - Temos a B&I - Business and
Industrie, responsável pela administração de alimentação para coletividade
em empresas e indústrias; a Medirest - que já vem aparecendo na mídia -
para atender hospitais e clínicas médicas. A terceira divisão é a SSP -
Select Service Partner, que trata das concessões para restaurantes públicos,
que deve atender aeroportos, estações rodoviárias e shoppings centers; a
ESS - Eurest Support Services, especializada em prestar serviços em locais
remotos como plataformas petrolíferas e grandes canteiros de obras. E, finalmente
temos a Canteen, especializada no atendimento através de máquinas automatizadas
para auto-serviço, as famosas Vending Machines. Cada uma dessas divisões
terá uma diretoria própria e independente. Alguns setores serão comuns,
como por exemplo, departamento pessoal e compras, mas para a maioria das
atividades a meta é a descentralização.
NN
- E a marca Atta, deverá continuar?
Ribeiro - Sim, porém como um setor da
B&I. Esta divisão atende coletividades de 3 segmentos: o Premium - através
da Atta-, ideal para os que buscam através do benefício projetar a imagem
da empresa com um serviço de alimentação mais completo e sofisticado; o
Standard, que oferece além do básico, maior variedade e mais capricho e
o terceiro, por nós chamado de Tradição, para empresas que procuram qualidade
em refeições básicas com preços menores. A GR continua com todos os seus
serviços. A grande diferença é que agora tem equipes cada vez mais especializadas
para atender cada área, o que deverá gerar aprimoramento na prestação de
serviço.
NN
- Que resultados deverão ser obtidos com toda esta reestruturação?
Ribeiro - O novo desenho da empresa
vai acarretar, sem dúvida, maior agilidade e mais proximidade dos clientes.
Cada uma das equipes estará especialmente focada em um segmento de mercado.
Vamos ganhar em especialização. Serão estruturas menores que devem contribuir
para melhorar o desempenho das equipes de cada divisão.
NN
- Como está transcorrendo esse período de modificações?
Ribeiro - No final de 2000 tivemos vários
encontros para apresentar a nova filosofia, as mudanças que estão acontecendo
e ainda devem ocorrer. Nesses contatos buscamos esclarecer nossos fornecedores,
clientes, líderes internos e funcionários. A partir de agora, entendemos
que chegou a vez de levarmos estes esclarecimentos ao mercado através dos
meios de comunicação.
NN
- Como será a atuação da GR daqui para frente?
Ribeiro - Com a nova estrutura atingiremos
maior agilidade, cada divisão tem suas características próprias e deve buscar
as melhores soluções para atender adequadamente cada cliente. Fazer sucesso
em restaurantes de shopping ou aeroportos não é a mesma coisa que ser bem
sucedido dentro de uma indústria. Cada segmento tem suas particularidades
e o que buscamos é a prestação de serviços cada vez mais especializados.
Só assim obteremos maior competitividade.
NN
- O que muda para os fornecedores?
Ribeiro - Um dos setores que estará
centralizado é o de compras. Da maneira como funcionava antes não era possível
fazer parcerias mais concretas com fornecedores e a partir de agora isso
poderá acontecer. Contratamos um diretor para cuidar da logística de abastecimento,
pois pretendemos centralizar grande parte das compras. Essa é uma filosofia
da Compass que conta, por exemplo, com um fornecedor de café, o Grupo Kraft,
responsável pelo suprimento global desse produto em suas unidades.
NN
- Qual a reação aos novos tempos da GR por parte de clientes e funcionários?
Ribeiro - Os clientes estão otimistas
pois perceberam que, com uma diretoria totalmente voltada para os interesses
deles, poderemos prestar um serviço melhor. Os resultados das mudanças virão
rapidamente através da auto-crítica de cada divisão, que poderá agir mais
rapidamente na correção de eventuais deficiências. Já os funcionários são
os mais entusiasmados, porque sentiram que estas mudanças fizeram com que
a estrutura passasse a estar focada no que realmente é fundamental para
o trabalho deles. A pessoa mais indicada para encontrar as melhores soluções
para a prestação de serviços é, sem dúvida alguma, o gerente que trabalha
dentro da unidade e convive de perto com as reais necessidades do público
cliente. Apresentar soluções e ter independência para implantá-las será
mais fácil agora. O sistema informatizado de administração, por exemplo,
atendia tanto aeroportos como restaurantes de empresas, hoje essa abrangência
da GR acabou. Os sistemas são menores e específicos para as necessidades
de cada área.
NN
- Então todos estão motivados para esta nova etapa...
Ribeiro - Sem dúvida. Nos contatos que
tivemos com aproximadamente 170 clientes, 400 líderes internos e 120 fornecedores,
sentimos uma grande receptividade a este trabalho. A Compass iniciou suas
atividades na Inglaterra na década de 90, e rapidamente foi aumentando seus
mercados de atuação, expandindo seus serviços para 75 países. Atualmente
possui um faturamento da ordem de U$ 18 bilhões no setor de alimentação.
O caminho que adotamos hoje, é um caminho já trilhado há anos na Inglaterra,
França e Estados Unidos e com ótimos resultados.
NN
- Quanto tempo deverá demorar para que essa nova arquitetura administrativa
seja implantada completamente?
Ribeiro - Cada etapa terá seu tempo.
Apenas para se ter uma idéia, o novo sistema de compras deverá demorar cerca
de 3 anos, pois envolve negociações e logística para abastecimento em nível
nacional. Já na área de vendas, as reformulações devem levar l ano. É possível
dizer que, no máximo em 2 anos, o fundamental estará implantado e a partir
daí ocorrerão os ajustes finais necessários. Temos que realizar também uma
mudança cultural dentro da empresa. São aproximadamente 15 mil colaboradores
que passarão a ver de maneira diferente seu trabalho. No antigo sistema
tudo girava em torno de pessoas e agora, no modelo Compass, tudo gravita
em torno de processos. Isso vai assegurar a uniformidade de procedimentos
entre as unidades, estejam elas localizadas no Ceará ou em Porto Alegre.
A grande força da GR atualmente fica com as diretorias de divisão, que possuem
autonomia e ganharam poder de decisão para desenvolver trabalhos focados
nos interesses dos clientes. O fortalecimento da liderança de mercado deverá
ser a consequência desta política, que visa personalização de serviços e
maior agilidade no trabalho.
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