Congresso Internacional sobre Dieta Mediterrânea

 Proteger o coração contra infartos, diminuir o risco de câncer, defender a pele contra agressões, retardar os danos ao cérebro causados pelo envelhecimento e aumentar a longevidade. Esses benefícios à saúde oferecidos pela Dieta Mediterrânea em geral, e pelo azeite de oliva, em particular, foram discutidos por representantes de várias partes do mundo de 4 a 8 de outubro de 2000, em Palma de Mallorca, na Espanha.

No Brasil, foram debatidos também no Congresso Internacional sobre Dieta Mediterrânea no Brasil , realizado dia 8 de novembro de 2000, no Hotel Intercontinental, em São Paulo, com apoio técnico do Conselho Oleícola Internacional (COI) e organização do SINESP (Sindicato dos Nutricionistas do Estado de São Paulo), da SOCESP (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo) e da SBNPE (Sociedade Brasileira de Nutrição Clínica).

Além do acesso aos resultados dos últimos trabalhos científicos apresentados por médicos e nutricionistas de vários países no congresso da Espanha, sobre as vantagens de se alimentar como as antigas populações mediterrâneas, ou seja, consumir em abundância vegetais, frutas e grãos e utilizar o azeite de oliva como principal fonte de gordura, a edição do evento no Brasil teve o foco voltado para questões nacionais.

Como as palestras do cardiologista e nutrólogo Carlos Daniel Magnoni, cujo tema abordou os aspectos epidemiológicos da doença cardiovascular no Brasil, as propostas para adaptar a Dieta Mediterrânea ao cardápio nacional, apresentadas pela nutricionista Sueli Longo (que fez um mapeamento do hábito alimentar em todas as regiões do País), e pela nutricionista Gillian Alonso, cujo principal desafio é adaptar a dieta do Mediterrâneo para o Food Service.

Estiverão presentes ao evento três conferencistas internacionais: a norte-americana Barbara Levine (Características Gerais da Dieta Mediterrânea), a nutricionista Connie P. Guttersen (Culinária Mediterrânea, Um Instrumento de Educação Nutricional) e o médico espanhol Francisco Pérez Jiménez (Modificações dos Fatores de Risco com a Dieta Mediterrânea), que está trabalhando numa área nova de pesquisa: o uso do azeite no controle da hipertensão. Na Conferência de Palma de Mallorca (também promovida pelo COI), foram reunidos cerca de 100 médicos, pesquisadores, nutricionistas, dietistas, professores e jornalistas especializados em Alimentação e Saúde, provenientes de diversos países, da Austrália ao Canadá, incluindo China, Japão, Taiwan, Tailândia, Estados Unidos, Espanha, Itália, Alemanha e Brasil.

O COI e o potencial brasileiro

O Conselho Oleico Internacional (COI) é uma organização intergovernamental sediada em Madri, capital espanhola, fundada em 1956 para coordenar o mercado internacional de azeite, estimular a produção, o consumo e criar normas que assegurem a autenticidade do produto.

Como parte de sua estratégia para primar pela qualidade do azeite, o COI cria inúmeras ações através da promoção de pesquisas científicas, conferências e parcerias com entidades internacionais. No Brasil, a estratégia é mostrar que além de mais saudável e saboroso, o óleo de oliva, aliado ao hábito saudável proporcionado pela dieta mediterrânea, tem atuação comprovada na prevenção e tratamento das chamadas doenças crônicas e pode ser utilizado muito além de mero ingrediente para o tempero de saladas e da tradicional pizza.

Potencial consumidor de azeite de oliva, o Brasil cresceu 43,75% em volume de vendas entre 1996 e 1998. Dados do Instituto AC Nielsen dão conta que este mercado consome 23 mil toneladas e, no ano passado, movimentou US$ 182 milhões. Porém, o brasileiro ainda tem tem um longo caminho a percorrer. Afinal, enquanto um espanhol ou italiano consome de 10 a 12 kg de azeite por ano e o grego chega a consumir 21 kg, o consumo per capita no País não ultrapassa os 150 gramas, o equivalente a menos de uma xícara de chá de óleo por ano.

E para aqueles que consideram o azeite de oliva caro, os especialistas são categóricos em afirmar que ao cozinhar com azeite a pessoa tende a usar menor quantidade, já que seu sabor é mais intenso. Raciocínio que mostra que a aplicação do azeite de oliva no preparo dos alimentos, não sai tão caro como parece.


 

Receitas assinadas

 

Penne com bacalhau , manjericão, tomates e azeitonas pretas

Por Charlô Whateley, chef e banqueteiro

 

300 grs de bacalhau já limpo , dessalgado , cozido e desfiado

20 azeitonas pretas cortadas em quartos

8 folhas de manjericão grande rasgadas com a mão

4 tomates sem pele e sem semente em cubos

4 colheres de azeite

2 dentes de alho picado

500 grs de penne

sal e pimenta a gosto

Cozinhe o penne em água abundante com sal até ficar ao dente . Escorra .Refogue o alho no azeite , junte o tomate , depois o bacalhau e deixe cozinhar ate que o tomate fique macio. Acrescente as azeitonas pretas e o manjericão . Misture o penne ao bacalhau ainda no fogo para que incorpore um pouco do molho . Arrume em uma travessa , ou em pratos individuais , decorando com manjericão grande

 

Salada de Trigo Integral em Grão

Por Gislaine Oliveira, banqueteira

 

1 copo de trigo em grão

2 peitos de frango

100g de vagem cozida

¼ de xícara de vinagre balsâmico

2 dentes de alho esmagado

1 colher de chá de tomilho

1 colher de chá de óregano

1 colher de chá de alecrim

½ xícara de azeitona preta sem caroço

Salada verde

50g de queijo árabe (chanclich) esmagado

Cozinhe o trigo em quantidade elevada de água até amaciar (cerca de 40 min). Escorra, deixe esfriar e reserve. Cozinhe o frango em água e sal e corte-o em cubos. Deixe esfriar e misture ao trigo. Cozinhe a vagem picada em água e sal, por cinco minutos. Deixe esfriar. Misture ao trigo, coloque o alho, a vagem e as ervas. Incorpore o azeite aos poucos. Coloque as azeitonas e o tomate. Corrija o sal e a pimenta, colocando sobre a salada verde e polvilhe o queijo esmigalhado.