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Garantir a segurança do trabalhador é fator fundamental dentro das empresas do mercado Food Service, uma vez que são grandes os riscos nas unidades operacionais desse setor.

Dados do governo dão conta que os acidentes típicos , ou seja, decorrentes da atividade profissional que o indivíduo exerce, são responsáveis por cerca de 84% dos acidentes de trabalho, sendo que os de trajeto e as doenças do trabalho representam os demais 16%. E mais: os setores de serviços são os que mais registram casos de acidentes de trabalho! 

Com números tão alarmantes, é importante estar atento e agir preventivamente.

Restaurantes são ambientes altamente favoráveis à ocorrência de acidentes trabalhistas. Para evitar, diminuir e minimizar riscos, a Lei obriga o uso de Equipamentos de Proteção Individual (os chamados EPIs) dispositivos ou produtos, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado a proteção do colaborador tanto no que se refere aos riscos de acidentes quanto à segurança e saúde no trabalho.

Esse tipo de equipamento deve ser usado quando não for possível eliminar os riscos do ambiente em que se desenvolve a atividade, ou seja, quando as medidas de proteção coletiva não forem viáveis.Mas o que são medidas de proteção coletivas?

São equipamentos (EPCs) que visam proteger os trabalhadores dos riscos inerentes aos processos, tais como: ventilação dos locais de trabalho, a proteção de partes móveis de máquinas e equipamentos, a sinalização de segurança, entre outros.

Quando os EPCs oferecem apenas proteção parcial ou não eliminam os riscos por completo, o uso do EPI passa a ser obrigatório.

No caso das cozinhas, os riscos físicos, químicos e ergonômicos são inerentes à atividade e devem ser neutralizados.

Entretanto não adianta apenas fornecer o equipamento, é necessário também orientar o colaborador para que ele o utilize corretamente. O treinamento deve enfatizar ao funcionário o cuidado e a responsabilidade quando do manuseio de facas, agentes químicos, fogões e outros utensílios/equipamentos que apresentem periculosidade – explosivos ou combustíveis.

É comum encontrar resistência dos trabalhadores na adoção dos equipamentos de proteção individual, por esse motivo deve-se enfatizar que sua utilização é fundamental para a segurança e bem-estar da equipe.

Equipamentos de Proteção Individual que devem ser utilizados em sua cozinha!

  • Avental Térmico Impermeabilizado – Confeccionado a partir de fibras resistentes à chama, o avental térmico é uma excelente proteção para o tronco dos profissionais, expostos ao calor dos fogões e chapas e líquidos aquecidos.
  • Avental de PVC ou silicone – usado para evitar contato com umidade e produtos químicos, “NUNCA UTILIZAR PRÓXIMO AO FOGÃO”.
  • Botas de Segurança – Confeccionadas em PVC, branco, as botas de segurança possuem função aderente, prevenindo que os profissionais escorreguem no ambiente de trabalho. A calça deve cobrir a bota, evitando que em caso de contato com água fervente, esta escorra para dentro da bota e venha a queimar o pé do colaborador; a bota com interior forrado em lã é utilizada para trabalhos em câmeras frias.
  • Sapato de Segurança – usar à beira do fogão ou em outras atividades quando não há contato com umidade e produto químico.
  • Máscaras de Segurança – Proteção contra a aspiração de partículas e gases emanados dos produtos químicos. Evita também que gotículas de saliva do colaborador ou espirros atinjam os alimentos prontos ou em preparação.
  • Toucas de Proteção – Item imprescindível para a manutenção do ambiente higienizado e livre da contaminação por cabelo, por exemplo. As toucas de proteção são descartáveis e de grande usabilidade.
  • Mangote – Essencial para a proteção dos braços dos profissionais de cozinhas industriais deve ser confeccionado em material atóxico, e higienizado constantemente, evitando a contaminação cruzada nos alimentos.
  • Óculos de Segurança – indicado durante o uso de produtos químicos e cocção para evitar queimadura química e por calor.
  • Protetor auditivo – usar caso a dosimetria do ruído ambiente ultrapasse ultrapasse o limite de tolerância estabelecido pela NR para 8hs de jornada de trabalho ou outro limite de tolerância indicado pela engenharia de segurança. Atentar para o índice de proteção, que deve ser suficiente para proteger do ruído alcançado no local.
  • Capa plástica – também conhecida por capa de chuva, deve ser usada para higienização de coifas, paredes ou outras situações onde há risco de cair produto químico sobre o colaborador.
  • Conjunto de Capa e calça de frio – capa em Nylon/ Poliéster forrada, para trabalhos em câmeras frias;
  • Luvas – podem ser encontradas em diversos modelos, tais como:
    Malha de Aço – Proteção das mãos para corte de carnes. São indicadas como item de segurança para manipulação de carnes cruas. Não são indicadas para hortifruti já prontos para o consumo, devido à dificuldade de higienização das mesmas. Além disso, as luvas de malha de aço danificam muito as frutas mais tenras, tais como; mamão, banana, melancia etc…
    4 ou 3 fios de aço – usada para atividades de corte de legumes, verduras e frutas (atóxica).
    Luvas e Mangotes Térmicas – usada para evitar queimadura em mãos e braços. Atentar para a temperatura máxima de proteção, se é suficiente para a tarefa desempenhada, deve ser confeccionado em material atóxico, e higienizada diária e adequadamente evitando a contaminação cruzada dos alimentos.
    Impermeáveis forradas – para trabalho em manuseio de peças frias, recebimento e distribuição de matérias primas: devem ser usadas luvas de proteção aos riscos mecânicos, pois o colaborador poderá se ferir em algum prego ou farpas de madeira dos caixotes. Além de, por movimentos repetitivos, adquirir calos nas mãos.
    Látex – As luvas de látex apresentam boa resistência a diversos produtos químicos, ao mesmo tempo em que garantem bom tato e flexibilidade. São indicadas para proteção do manipulador. Devem ser distintas para cada atividade e mantidas sempre limpas, no desempenho das seguintes tarefas:
    -Lavagem de panelas e utensílios e Manipulação de alimentos – Devem ser atóxica.
    -Coleta e transporte de lixos, Higienização de tambores e contentores de lixo.
    -Limpeza de sanitários e áreas de lixo
    -Manipulação de produtos químicos.

Observações:
– Algumas luvas são fabricadas com fibras recicladas, estas não servem para a manipulação de alimentos.
– As luvas rasgadas ou furadas devem ser descartadas porque oferecem risco de vazamento de suor das mãos, que contaminará o alimento com um elevado número de microrganismo.

Quer saber mais sobre o assunto? Clique nos links abaixo:

NR6 – Uso de EPIs

NR9 – Prevenção de riscos ambientais

Portaria 3214 , Ministério do Trabalho

 

Texto extraído de matéria “Todo cuidado é pouco”, publicada na edição 273  de Nutrinews – autoria:  Renata Daher

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