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A mudança de uma hora no horário é suficiente para desregular o funcionamento do organismo todo já que nosso relógio biológico é regulado pela genética, pela luminosidade, pela regularidade e por diversos comportamentos que temos no nosso dia-a-dia (alimentação, atividade física, carga de trabalho, medicamentos, etc.). O neurologista Dr. Leandro Teles explica que mesmo as pequenas mudanças, quando abruptas e mantidas nos dias seguintes, podem gerar um efeito cascata em pessoas mais susceptíveis a problemas de sono, levando à insônia, sonolência diurna, irritabilidade e baixo rendimento no trabalho.

“Esse sono inadequado, não reparador, gera um efeito cascata com problemas em várias fases. A curto prazo, ficamos mais sonolentos, lentos, desatentos, aumenta o risco de erros e acidentes domésticos, de trânsito e de trabalho. No mais, ficamos indispostos, mal humorados, mais esquecidos e irritados. A médio prazo, noites mal dormidas levam a ganho de peso, hipertensão arterial, descompensação de diabetes, depressão, ansiedade, entre outros”, conta o neurologista.

Tudo isso ocorre, em função do sono – que é fundamental para liberação de uma série de hormônios, organização do aprendizado e memórias do dia anterior, controle do sistema imunológico e reparo muscular. O médico deixa algumas dicas para ajustar o cérebro ao horário de verão:

sonoSONO
A alteração no ritmo de sono tende a se normalizar em até 1 semana. A intensidade dos sintomas e a duração depende de fatores individuais, como tendência genética, sexo, idade e, principalmente, o ritmo de vida. O impacto pode ser minimizado se a mudança for mais lenta e progressiva. Uma dica é alterar o horário em 10 minutos por dia, até atingir os 60 minutos no domingo. Ou, pelo menos, alterar 30 minutos um dia antes e 30 minutos no dia “D”. Outra dica é não associar outras alterações de sono, como abuso de álcool, baladas ou atividade física exaustiva feita próxima do horário de dormir.

alimentação saudávelALIMENTAÇÃO
Alimentação leve a noite melhora o início e a manutenção do sono. Evite também condimentos, alimentos ricos em estimulantes (como a cafeína), para não associar uma dificuldade extra no sono. Dê preferência a alimentos menos calóricos, de fácil digestão e em pequena quantidade. Outra dica é evitar o excesso de líquidos à noite, que podem aumentar as idas ao banheiro e dar refluxo em pessoas predispostas. Evitar o álcool em excesso também é recomendado, pois ele desorganiza a arquitetura normal do sono.

pratica esporteATIVIDADE FÍSICA
As atividades aeróbicas são excelentes para controle do sono. O recomendado são aquelas feitas pela manhã ou, pelo menos até às 19 horas (se for ao ar livre, melhor ainda). Atividades vigorosas à noite podem trazer alguma dificuldade para adormecer, pois deixam o corpo mais ligado. Agora, cada caso é um caso, e existem variações individuais.
FONTE: Leandro Teles
Graduação e Residência Médica em Neurologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Médico Preceptor (atividade docente) do Departamento de Neurologia do HC-FMUSP e membro efetivo da ACADEMIA BRASILEIRA DE NEUROLOGIA (ABN) e ligado aos hospitais Albert Einstein, Oswaldo Cruz, Samaritano e Hospital das Clínicas.

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