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*Beto Andrade

beberEm tempos de campeonato mundial de futebol, temos várias nacionalidades que se reúnem em um mesmo país, estados ou cidades para participarem e festejarem esse grande evento, trazendo um pouco de suas origens e experiências nas áreas de vestuários, alimentação e bebidas.

A cada partida disputada vai se criando mais afinidades entre as nações. Afinidades em suas culturas, trocas de novas ideias e novos aprendizados.

Da parte gastronômica da finalista Argentina, temos os vários cortes bovinos e suas peculiaridades gastronômicas com suas identidades. Dentre estas identidades gastronômicas encontramos uma bebida não alcoólica muito consumida que é o “Tereré”. Feito a base da infusão da erva-mate (llex paraguariesis), de origem garani e consumida com água gelada, limão, tangerina, hortelã e até ervas medicinais. A bebida é tida como refresco no verão, mas a melhor parte em se desfrutar desta bebida, é compartilhá-la com os amigos, familiares ou mesmo desconhecidos em meio a uma boa conversa.

Das bebidas alcoólicas apreciadas na Argentina, temos os vinhos produzidos na região de Mendoza, que são mundialmente conhecidos. Enquanto o monte Aconcágua fascina os aventureiros por alpinismo, os apreciadores que possuem paladares exigentes para vinho, apreciam esta iguaria.

Da parte da outra finalista à Alemanha, diz uma lenda que Guilherme IV, duque de Baviera, região da Alemã cuja capital é Munique. No ano de 1516, assinou a Reinheitsgebot, ou para os mais íntimos à “Lei de pureza da Cerveja”, depois de ter bebido algum tipo de cerveja que lhe concedeu uma forte dor de cabeça no dia seguinte. A lenda também diz que os mestres cervejeiros da época buscavam um diferencial em suas produções e viviam inovando. Diz a letra da Lei: “Em especial, desejamos que daqui em diante, em todas as nossas cidades, nas feras e no campo, nenhuma cerveja contenha outra coisa além de cevada, lúpulo e água. Quem, conhecendo esta ordem, a transgredir e não respeitar terá seu barril de cerveja confiscado pela autoridade judicial competente, por castigo e sem apelo, tantas vezes quantas acontecer”.

Pois bem, ouviram o homem. E mesmo o fermento (levedura), só foi incluído bem mais tarde nesta lei. Bom, mais o tempo passa e novas oportunidades de comercio se apresentam, Leis precisam ser revisadas por causa do comercio externo. Começa ter a presença de produtos importados e outras tantas ordens de políticas e ocorre algumas brechas na lei de pureza.

À Alemanha torna-se o país com características próprias no fabrico de cerveja. Em algumas regiões, os alemães mais conservadores ainda seguem a Lei Reinheitsgebot. E tudo que é relacionado à cerveja na Alemanha possui dimensões grandiosas, só para entender o tamanho da devoção do povo pela bebida. Na Alemanha cada aldeia possui ao menos uma cervejaria que se torna do coração e é defendida como um time de futebol pelos Argentinos (e também pelos Brasileiros).

Para assistir ao final deste campeonato, sendo você da nacionalidade que for, sugiro que apreciem os bons vinhos Argentinos das regiões de Mendonza (uva malbec), Cafayete, Salta ou do Vale do Uco, ou mesmo aprecie e se refresque com seu “Tereré”. Ou, pode também apreciar uma cerveja alemã da marca “Eisenbanh” que apresentam suas preciosidades nos tipos Pilsen/Lager, Ale, com seus aromas, aparências e sabores marcantes, ou uma da marca mais alcoólica “Paulaner Salvator” com seu aroma de chocolate, café e nozes e um retrogosto amargo de cravo que apresenta textura sedosa.

Todas as bebidas alcoólicas precisam ser consumidas com moderação, satisfação, compartilhamento e emoção, com seus familiares, amigos e mesmo com desconhecidos.

Beto Andrade é professor do Curso de Gastronomia da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM).

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