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O calor dos últimos dias nos fez revisitar uma matéria sobre a loira mais cobiçada do Brasil – a Cerveja.

Publicada na edição 2009 de nossa revista, a matéria traz informações importantes sobre a bebida que  existe há mais de 6 mil anos e já era apreciada pelos sumérios e os assírios. Você sabia que muitos desses povos não possuíam terras adequadas para o plantio de uvas para fazer vinhos e por isso desenvolveram a arte de fabricar cerveja?

Segundo hieróglifos, a bebida era largamente consumida no Egito antigo, onde produziam duas variedades: a Cerveja dos Notáveis e a Cerveja de Tebas. Os egípcios foram responsáveis pela divulgação da cerveja entre os povos orientais e conseqüente ingresso da bebida na bacia do Mediterrâneo e, de lá, para a Europa e todo o mundo.

Na Idade Média, a cerveja era fabricada nos mosteiros, onde eram empregadas diversas ervas para aromatizá-la, como alecrim, louro, sálvia, gengibre e o lúpulo, utilizado até hoje e introduzido no processo entre os anos 700 e 800. Os responsáveis pela introdução do lúpulo na composição da cerveja foram os monges do mosteiro San Gallo, na Suíça.

No Brasil, a cerveja foi introduzida no século 19, com a chegada da família real portuguesa, mas, por ser importada, era restrita a pequena parcela da população. A chegada dos imigrantes, familiarizados com a bebida, incentivou sua produção.

A primeira cerveja fabricada em terras brasileiras foi a Bohemia, em 1853, marca hoje produzida pela AmBev – Companhia de Bebidas das Américas. A marca, produzida em quantidades limitadas na fábrica de Petrópolis (RJ), com água pura e cristalina da montanha é fabricada até hoje na sua fórmula original.

Em 1888, inspirado no sabor das cervejas européias, o imigrante suíço Joseph Villiger inaugurou a “Manufatura de Cerveja Brahma Villiger & Companhia” abrindo assim, o caminho para futuras instalações e o aumento da produção do que se tornaria uma das bebidas mais consumidas no mundo.

De lá para cá, o avanço foi tamanho que agora temos uma grande diversidade de marcas e tipos de cervejas nas prateleiras de supermercados e cardápios de restaurantes. O consumidor pode optar por cerveja clara, escura, chopp, com ou sem álcool, de baixa ou alta fermentação, adocicadas, aromatizadas, etc.
Em lata, garrafa ou barril a cerveja pode ser combinada com pratos variados desde os mais simples, como saladas, sobremesas, queijos, como também os mais sofisticados, como por exemplo, um prato mexicano, aves, peixes ou frutos do mar.

 

TIPOS DE CERVEJA
CERVEJAORIGEMCOLORAÇÃOTEOR ALCOÓLICOFERMENTAÇÃO
PilsenRepública ChecaClaraMédioBaixa
DortmunderAlemanhaClaraMédioBaixa
StoutInglaterraEscuraAltoGeralmente Baixa
PorterInglaterraEscuraAltoAlta ou Baixa
WeissbierAlemanhaClaraMédioAlta
MünchenAlemanhaEscuraMédioBaixa
BockAlemanhaEscuraAltoBaixa
MalzbierAlemanhaEscuraAltoBaixa
AleInglaterraClara e AvermelhadaMédio ou AltoAlta
IceCanadáClaraAlto

Como é feita a Cerveja?
• A cerveja é elaborada com malte, água, lúpulo e levedo: primeiro, a cevada é germinada e torna-se malte.
• O malte é tostado, moído e acrescido de água. Depois, é filtrado para se obter o mosto.
• Adiciona-se o lúpulo (planta responsável pelo amargor característico) ao mosto no momento da fervura.
• Após a decantação e refrigeração, o levedo (fermento natural) é adicionado ao mosto, para iniciar a fermentação.
• Primeiro produz-se a cerveja verde; depois de maturada em tanques, transforma-se em cerveja.
• A cerveja é filtrada e transferida para barris: é o chope. Ou é pasteurizada e engarrafada.

Dicas de armazenamento
• Coloque a cerveja em local com pouca luminosidade: a luz altera o lúpulo e muda o sabor da bebida, além de produzir odores desagradáveis.
• A temperatura de armazenamento deve estar entre 5ºC e 30ºC: não transfira a garrafa para locais com muita diferença de temperatura.
• A garrafa deve ser guardada com a boca para cima.

Cerveja e Saúde

A cerveja possui alto valor nutritivo e é fácil e rapidamente assimilada pelo organismo. Em sua composição encontramos vitaminas, minerais, carboidratos e proteínas, além do álcool que, se consumido sem exagero, também é benéfico.
As cervejas são repositoras de eletrólitos e possuem 400/kcal/litro, o que corresponde a aproximadamente 15% das necessidades diárias de um adulto e equivale, em termos de proteína, a 100g de carne, 700ml de leite integral ou seis ovos cozidos. Os sais minerais incluídos em sua composição – 0,4g/l – correspondem a 10% das necessidades de um ser humano.
Além disso, a bebida é rica em vitaminas, sobretudo as do chamado complexo B. A vitamina B1 auxilia no funcionamento dos músculos, nervos e cérebro; a B2 colabora para a manutenção dos tecidos; a B5 atua no metabolismo dos carboidratos e gorduras; os minerais, como cálcio e fósforo, são essenciais para a composição dos ossos; e o potássio, junto com o cálcio, assegura, entre outros benefícios, o bom funcionamento do coração.
Por ter pH baixo – em torno de 4,0 – associado às ações microstáticas do álcool e das resinas amargas do lúpulo, e possuir CO2, a cerveja fortalece a imunidade do homem contra o desenvolvimento de microorganismos patogênicos. A bebida proporciona também um aumento da diurese, provocado pelas resinas amargas do lúpulo solubilizadas. Sua ingestão é desaconselhável para determinadas pessoas, como as que apresentam hiperuricoemia (quantidade excessiva de ácido úrico no sangue).
Para que o consumo de cerveja seja apenas prazeroso, algumas recomendações devem ser observadas:
– Evite misturas de diferentes bebidas alcoólicas ou, se houver mistura, que seja feita na ordem inversa de suas concentrações alcoólicas. Por exemplo, cerveja depois do vinho e nunca o contrário.
– Não beba se estiver tomando remédios. O aumento de diurese provocado pela cerveja pode, por exemplo, eliminar os antibióticos da corrente sangüínea.
– Coma bem e tome outros líquidos não alcoólicos antes da cerveja, como água ou refrigerante, por exemplo, que diminuem o efeito alcoolizante.
– Bebida alcoólica e direção não combinam. O álcool relaxa mas pode diminuir os reflexos necessários aos motoristas.

Fonte:

Sindicerv (Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja) www.sindcerv.com.br
Ambev – www.ambev.com.br
Cervejaria Petrópolis – www.cervejariapetropolis.com.br

 

Texto extraido de matéria  publicada por Nutrinews  –  autoria: Juçara Pivaro

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